segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Trabalhadores buscam avanços para o CAISM Água Funda.

Trabalhadores buscam avanços para o CAISM Água Funda.

Ary Blinder e Paulo Spina

No fim de novembro, trabalhadores e usuários do CAISM Água Funda recebeu a notícia que este serviço fundamental para a cidade de São Paulo, não seria mais privatizado e fechado como anunciado anteriormente. Uma grande conquista da mobilização e organização dos trabalhadores e usuários. Mas a partir desta conquista todos nós queremos mais do serviço e mais de nós mesmos. Vimos de forma significativa à importância de uma participação direta na sociedade, colocando nossos sonhos, expectativas e pensamentos para o conjunto da sociedade.

Agora nosso sonho vai além da manutenção do serviço, queremos sim uma saúde mental de referência para todo estado, saúde mental além da suspensão de sintomas, saúde mental além de uma mera inclusão superficial. Queremos uma saúde mental com variados tipos de atendimento, que dialogue com o sujeito paciente e com suas angústias enquanto pessoa e que faça uma real inclusão nos variados aspectos da vida, seja o trabalho, o esporte, a arte, etc.

Para isso criamos o que estamos chamando de “O CAISM que pensamos”: um processo de discussão e reflexão com o conjunto dos trabalhadores aonde o fundamental, o objetivo principal, será a busca por pontos de convergência para uma saúde mental de ainda mais qualidade para o usuário.

O processo foi pensado em duas fases: uma primeira já iniciada em dezembro, com palestrantes para nos oferecer um suporte teórico para avanços possíveis. E uma segunda fase que iniciamos este mês, aonde nós trabalhadores, fomos convocados a refletir e pensar sobre o nosso trabalho e sobre o CAISM Água Funda. Isso por um lado nos dá uma autonomia de proposição, mas por outro lado aumenta nossa responsabilidade com o comprometimento da execução.

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